
EDITED COLLECTION
We are currently asking for submissions for an edited collection on Putting Data Justice in Context. Please see below for the call for submissions! The call is in three languages, but please get in contact if you want to submit work in another language.
Please send a title, 250 word abstract or idea, and the language you would prefer to work in to Tone, Catarina and Sandeep by 31st July 2023.
tone.walford@ucl.ac.uk
sandeepmertia@nyu.edu
morawska-vianna@ufscar.br
CALL FOR SUBMISSIONS
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CFP Edited Collection: Putting Data Justice in Context
****OPEN CALL FOR PAPERS AND PARTICIPANTS****
Data Justice has gained popularity across academic and activist worlds over the past 10 years. The dominant meaning of the term in (anglophone) scholarship so far often indicates a general concern with how datafication has led to threats to privacy, increased state surveillance and the expansions of capitalism into people’s everyday lives. As such, it is a useful term to both draw attention to, and promote efforts toward countering, the private-public extractive industries and racialised capitalism that characterises Big Data. However, as Dencik et al point out, its meaning is also in practice heterogeneous and fluid, tied to the different ways people are trying to fight for what matters to them. In fact, key debates about privacy, surveillance and commodification with regards to Big Data and AI have for the most part been completely over-determined by what is happening in Europe and the US, leading to some scholars recently calling for a “de-westernisation” of our approaches to data justice (Dencik et al 2022; cf Mertia 2020).
This collection seeks to expand and ground this call to de-westernise data justice, by putting data justice in context in three ways:
De-familiarise and expand what is meant by ‘data justice’
Pluralise the de-westernisation of data justice through an attention to multiple and intersecting axes, scales and configurations of power
Ground interrogations in research that grapples with data justice ambivalences and tensions.
Firstly, it seeks to expand the conversation beyond the confines of the current data justice movement in euroamerica by de-familiarising what is meant by “data justice”. It draws attention to the fact that the heterogeneity in practices of data justice speaks not only to the multiplicity of ways in which people understand and enact ‘data’ and ‘justice’, but also to the multiple ways that data and justice can be put in relation to each other in different social, political and cultural contexts. Alongside those who are actively developing alternative frameworks of ‘data justice’, therefore, we are also interested in collaborating with practitioners and academics who may not frame themselves as part of a data justice movement at all, but who are working to connect and reframe data and justice in different settings - from established mobilisations such as the indigenous data sovereignty movement, to more informal networks of resistance that respond to specific injustices. It might also include those who have unintentionally ended up working with data in the context of more expansive social justice efforts, or those working with data who have ended up being drawn into questions of justice. Here, justice could be framed as participatory, ad hoc and vernacular, and data as analog, small-scale or ephemeral.
Secondly, it seeks to pluralise the frame of global north/global south/s which often characterises efforts to de-westernise. Here we note that it is not just the ‘global south/s’ which are heterogeneous - even as they are incessantly required to provide the impetus for heterogeneity - but even within the global north or euroamerican context there are distinct differences in the ways in which issues of data and justice are being framed and enacted at different scales. From a socio-legal perspective, for example, many European countries have developed a concept of a data subject, which is not present in the US context; or as Simone Browne has pointed out, surveillance within the US context is necropolitically differentiated for black communities. Whilst acknowledging the usefulness of strategic essentialisms, in Spivak’s famous words, nevertheless this collection seeks to work with practitioners and scholars who are interested in interrogating the coherence of a “west” from which to de-westernise.
Thirdly, this collection seeks to ground these enquiries in research that grapples with the ambivalences of the call for data justice. These might be ambivalences of scale and description, which would allow us to see practices of datafication as both global, systemic or geopolitical, and also intimate, local and everyday. For example, in the on-going COVID-19 pandemic, we have witnessed new kinds of blurriness between planetary, community, and bodily data, and the collisions of old and new literacies of meaning-making and representation of data. Other ambivalences to draw out might be political, seeking to understand the way in which attempts at data justice can eclipse some forms of life even as it seeks to ensure the wellbeing of others. For example, in the environmental data justice movement, activists and academics have pointed out the tension between the requirement for open access to data that environmental justice demands, and the need for privacy and restricted access that data justice often calls for. We are interested in working ethnographically and empirically with these and other ambivalences and tensions of data justice.
Lastly, this collection is also committed to experimenting with ways of doing data and justice that reflect its aims. Publication venue, submission languages and questions of translation, forms and styles of writing, other forms of disseminating and possibilities for further collaboration are all open questions that can be discussed with all potential participants. If you would like to submit a paper in a language that is not English, let us know. This cfp is open to all, irrespective of discipline and not restricted to those working in academia.
If interested or you have further questions, please contact Tone, Sandeep and Catarina on:
tone.walford@ucl.ac.uk
sandeepmertia@nyu.edu
morawska-vianna@ufscar.br
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Chamada de artigos para coletânea: Colocando a Justiça de Dados em contexto
****CHAMADA ABERTA E PÚBLICA****
O termo Justiça de Dados ganhou popularidade entre acadêmicos e ativistas nos últimos 10 anos. Seu significado predominante nos estudos (anglófonos) até agora tem apontado para uma preocupação geral sobre como a datificação trouxe ameaças à privacidade, ao aumento da vigilância estatal e à expansão do capitalismo na vida cotidiana das pessoas. Como tal, é um termo útil para chamar a atenção e promover esforços no combate a indústrias extrativas público-privadas e ao capitalismo racializado que caracteriza o Big Data. No entanto, como apontam Dencik et al., seu significado na prática também é heterogêneo e fluido, vinculado a diferentes formas de luta por aquilo que importa e faz sentido para as pessoas a partir de seus contextos. De fato, os principais debates sobre privacidade, vigilância e mercantilização em relação a Big Data e Inteligência Artificial têm sido, em sua maioria, completamente sobredeterminados pelo que ocorre na Europa e nos EUA, levando recentemente alguns estudiosos a reivindicar uma “desocidentalização” de nossas abordagens em relação à justiça de dados (Dencik et al., 2022; cf Mertia, 2020).
A presente coletânea busca expandir e fundamentar o chamado para desocidentalizar a justiça de dados, colocando-a em contexto de três maneiras:
Desfamiliarizar e expandir o que se entende por "justiça de dados”
Pluralizar a desocidentalização da justiça de dados por meio da atenção aos eixos, escalas e configurações de poder múltiplos e entrelaçados
Estabelecer reflexões a partir de pesquisas que lidam com ambivalências e tensões em torno da justiça de dados.
Em primeiro lugar, a coletânea expande a conversa para além dos limites do atual movimento de justiça de dados na Euroamérica ao desfamiliarizar o que se entende por “justiça de dados”. Procura chamar a atenção ao fato de que a heterogeneidade nas práticas de justiça de dados indica não apenas a multiplicidade dos modos pelos quais as pessoas entendem e praticam ‘dados’ e ‘justiça’ - por exemplo, nem todos os dados são digitais; nem toda justiça é judicial ou baseada em direitos -, mas também as múltiplas maneiras pelas quais dados e justiça são postos em relação em diferentes contextos sociais, políticos e culturais. Assim, juntamente com aqueles que estão desenvolvendo ativamente estruturas alternativas de “justiça de dados”, também estamos interessados em colaborar com profissionais e acadêmicos que não se enquadram como parte do movimento de justiça de dados, mas que se esforçam por conectar e reformular dados e justiça em diferentes contextos - desde mobilizações estabelecidas, como o movimento indígena de soberania de dados, até redes de resistência mais informais que lutam contra injustiças específicas. Isso pode também incluir pessoas que involuntariamente lidam com dados em meio a lutas mais amplas por justiça social, ou aquelas que trabalham com dados e acabaram sendo atraídas para questões de justiça. Aqui, a justiça pode ser enquadrada como participativa, ad hoc e vernacular, e os dados como analógicos, de pequena escala ou efêmeros.
Em segundo lugar, a coletânea busca pluralizar o enquadramento norte global/sul global que muitas vezes caracteriza os esforços de desocidentalização. Aqui notamos que não é apenas o “sul global” que é heterogêneo, ainda que seja incessantemente solicitado a fornecer o ímpeto para a heterogeneidade. Mesmo dentro do contexto do norte global ou euroamericano há diferenças distintivas na maneira pela qual questões de dados e justiça estão sendo enquadradas e implementadas em diferentes escalas. Do ponto de vista sócio-legal, por exemplo, muitos países europeus desenvolveram o conceito de “sujeito de dados”, que não está presente no contexto dos EUA; ou, como Simone Browne apontou, a vigilância no contexto dos EUA é necropoliticamente diferenciada para comunidades negras. Embora reconheça a utilidade dos essencialismos estratégicos, nas famosas palavras de Spivak, esta coletânea busca trabalhar com profissionais e acadêmicos interessados em questionar a coerência de um “ocidente” a partir do qual se desocidentalizar.
Em terceiro lugar, esta coletânea busca fundamentar tais questões em pesquisas que lidam com as ambivalências da reivindicação por justiça de dados. Estas podem ser ambivalências de escala e descrição, o que nos permitiria ver as práticas de datificação tanto como globais, sistêmicas ou geopolíticas quanto íntimas, locais e cotidianas. Por exemplo, na atual pandemia de COVID-19, testemunhamos novos tipos de indefinição entre dados planetários, comunitários e corporais, e as colisões de antigas e novas literacias de criação de significado e representação de dados. Outras ambivalências a serem ressaltadas podem ser políticas, buscando entender a maneira pela qual iniciativas por justiça de dados podem eclipsar algumas formas de vida, ao mesmo tempo em que buscam garantir o bem-estar de outras. Por exemplo, no movimento de justiça de dados ambientais, ativistas e acadêmicos têm apontado para a tensão entre a demanda por livre acesso a dados que a justiça ambiental requer e a necessidade de privacidade e acesso restrito que a justiça de dados geralmente exige. Estamos interessados em trabalhar etnograficamente e empiricamente com essas e outras ambivalências e tensões em relação à justiça de dados.
Por fim, esta coletânea também está comprometida com a experimentação de diferentes formas de se fazer dados e justiça que reflitam seus objetivos. Local de publicação, idiomas de envio e questões de tradução, formatos e estilos de redação, outros modos de divulgação e possibilidades de colaboração futura são questões em aberto que podem ser discutidas com todos os participantes em potencial. Se você deseja enviar um artigo em um idioma que não seja o inglês, informe-nos. Esta chamada para artigos é aberta a todos, independentemente da área disciplinar e não restrita a quem trabalha na academia.
Caso pessoas interessadas tenham alguma dúvida, por favor entrem em contato com Tone, Sandeep e Catarina em:
tone.walford@ucl.ac.uk
sandeepmertia@nyu.edu
morawska-vianna@ufscar.br
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Convocatoria de artículos para volumen editado: Poniendo la justicia de datos en contexto
****CONVOCATORIA ABIERTA Y PÚBLICA****
El término Justicia de Datos ha ganado popularidad entre académicos y activistas en los últimos 10 años. El significado dominante del término en estudios (anglófonos) apunta, hasta ahora, a una preocupación general sobre cómo la datificación ha traído amenazas a la privacidad, al aumento de la vigilancia estatal y a la expansión del capitalismo en la vida cotidiana de las personas. Como tal, el término resulta útil para llamar la atención sobre, y promover los esfuerzos contra, las industrias extractivas público-privadas y el capitalismo racializado que caracteriza al Big Data. No obstante, como apuntan Dencik et al, su significado en la práctica también es heterogéneo y fluido, vinculado a las diversas formas en que las personas luchan por aquello que les importa. De hecho, los debates principales sobre privacidad, vigilancia y mercantilización con respecto a Big Data e Inteligencia Artificial han sido, en su mayoría, completamente determinados por lo que está pasando en Europa y los Estados Unidos, llevando a algunos académicos a reivindicar una “desoccidentalización” de nuestras aproximaciones a la justicia de datos (Dencik et al., 2022; cf Mertia 2020).
El presente volumen editado busca expandir y fundamentar el llamado a desoccidentalizar la justicia de datos al contextualizarla de tres maneras:
Des-familiarizar y ampliar lo que se entiende por “justicia de datos”
Pluralizar la desoccidentalización de la justicia de datos a través de la atención al entrecruzamiento de múltiples ejes, escalas y configuraciones de poder
Fundamentar los cuestionamientos en investigaciones que se enfrentan a las ambivalencias y tensiones de la justicia de datos.
En primer lugar, busca expandir la conversación más allá de los confines del actual movimiento de justicia de datos en euroamérica o norte global al desfamiliarizar lo que se entiende por "justicia de datos". El volumen editado llama la atención sobre el hecho de que la heterogeneidad en las prácticas de justicia de datos habla no solo de la multiplicidad de formas en que las personas entienden y practican "datos" y "justicia" - por ejemplo, no todos los datos son digitales, ni toda la justicia es judicial o basada en derechos - sino también en las múltiples formas en que los datos y la justicia pueden relacionarse entre sí en diferentes contextos sociales, políticos y culturales. Así, junto con aquellos que están desarrollando activamente marcos alternativos de “justicia de datos,” también estamos interesados en colaborar con profesionales y académicos que pueden no enmarcarse a sí mismos como parte de un movimiento de justicia de datos, pero que están trabajando para conectar y reformular datos y justicia en diferentes escenarios, desde movilizaciones establecidas como el movimiento de soberanía de datos indígenas hasta redes de resistencia más informales que responden a injusticias específicas. Esto también podría incluir a aquellos que sin querer terminaron trabajando con datos en el contexto de luchas de justicia social más amplias, o aquellos que trabajan con datos y acabaron siendo atraídos a cuestiones de justicia. Aquí, la justicia podría enmarcarse como participativa, ad hoc y vernácula, y los datos como analógicos, de pequeña escala o efímeros.
En segundo lugar, busca pluralizar el marco norte global/sur global que a menudo caracteriza los esfuerzos de desoccidentalización. Aquí observamos que no son sólo los “sur(es) global(es)” los que son heterogéneos - a pesar de que requieran proporcionar el ímpetu de la heterogeneidad de manera incesante - sino que incluso dentro del contexto euroamericano o del norte global existen claras diferencias en las formas en que las cuestiones de datos y justicia se están enmarcando y promulgando en diferentes escalas. Desde una perspectiva sociojurídica, por ejemplo, muchos países europeos han desarrollado el concepto de “sujeto de datos,” el cual no está presente en el contexto estadounidense; o como ha señalado Simone Browne, la vigilancia dentro del contexto estadounidense se diferencia necropolíticamente para las comunidades negras. Si bien reconoce la utilidad de los esencialismos estratégicos, en las famosas palabras de Spivak, este volumen busca trabajar con profesionales y académicos que estén interesados en cuestionar la coherencia de un "occidente" desde el cual des-occidentalizarse.
En tercer lugar, el volumen editado busca fundamentar estas cuestiones en investigaciones que lidien con las ambivalencias de la reivindicación por la justicia de datos. Estas podrían ser ambivalencias de escala y descripción, lo que nos permitiría ver las prácticas de datificación como globales, sistémicas o geopolíticas, así como íntimas, locales y cotidianas. Por ejemplo, durante la actual pandemia de COVID-19, hemos sido testigos de nuevos tipos de indefinición entre datos planetarios, comunitarios y corporales, y las colisiones de antiguas y nuevas alfabetizaciones de creación de significado y representación de datos. Otras ambivalencias a destacar pueden ser políticas, buscando comprender la forma en que los intentos de justicia de datos pueden eclipsar algunas formas de vida, incluso cuando buscan garantizar el bienestar de los demás. Por ejemplo, en el movimiento de justicia de datos, ambientales, activistas y académicos han señalado la tensión entre el requisito de acceso abierto a los datos que exige la justicia ambiental y la necesidad de privacidad y acceso restringido que a menudo exige la justicia de datos. Nos interesa trabajar etnográfica y empíricamente con estas y otras ambivalencias y tensiones de la justicia de datos.
Por último, este volumen también apuesta por experimentar formas de hacer datos y justicia que reflejen sus objetivos. El lugar de publicación, los idiomas de envío y las cuestiones de traducción, las formas y estilos de escritura, otras formas de difusión y las posibilidades de una mayor colaboración son cuestiones abiertas que pueden discutirse con todos los potenciales participantes. Si desea enviar un artículo en un idioma que no sea inglés, háganoslo saber. Esta convocatoria está abierta a todxs, independientemente de su disciplina y no se limita a quienes trabajan en el mundo académico.
Si está interesado o tiene más preguntas, comuníquese con Tone, Sandeep y Catarina en:
tone.walford@ucl.ac.uk
sandeepmertia@nyu.edu
morawska-vianna@ufscar.br